GUERRAS HÍBRIDAS

O livro ” Guerras Híbridas – Das revoluções coloridas aos golpes “, é de autoria do jornalista russo Andrew Korybko. Ele é analista político e colaborador regular de várias revistas on-line, bem como membro do conselho de especialistas do Instituto de Estudos e Previsões Estratégicos da Universidade da Amizade do Povo da Rússia. Escreve também para a agência de notícias Sputnik News.

Nas suas próprias palavras é este o resumo: “Este  livro se detém na nova estratégia de guerra indireta que os EUA exibiram durante as crises da Síria e na Ucrânia. […] Pode-se afirmar que, quando as ações dos EUA em ambos os países são comparadas de maneira objetiva, percebe-se claramente uma nova abordagem padronizada e com vistas à troca de regime. Esse modelo inicia-se com a implantação de uma revolução colorida como tentativa de golpe brando, que é logo seguida por um golpe rígido, por intermédio de uma guerra não convencional, se o primeiro fracassar. […] Se consideradas em conjunto em uma dupla abordagem, as revoluções coloridas e a guerra não convencional representam os dois componentes que darão origem à teoria da guerra híbrida, um novo método de guerra indireta sendo perpetrado pelos EUA.”

Eu li essa obra nesta última semana do mês de março. Gostei e aprendi bastante. Compreendi e passei a ver com outro olhar os fatos que vem ocorrendo no Brasil há pouco mais de cinco anos, desde 2013. As nossas tais “jornadas de junho de 2013 “, por exemplo, a meu ver, ficam melhor explicadas depois da leitura desse texto.

E compreende-se muito bem o que vem acontecendo atualmente na vizinha Venezuela, por exemplo. É um livro de fácil leitura, pois é bem didático. Lendo-o, compreende-se mais ainda o golpe parlamentar que, no ano de 2016 no Brasil, derrubou a Presidenta da República Dilma Rousseff, eleita pelo povo, para dar lugar ao seu vice e instaurar o neoliberalismo no país. E entende-se, perfeitamente, a “guerra” contra a corrupção deflagrada pelos integrantes da força-tarefa denominada Lava Jato. E percebe-se o porquê da prisão arbitrária do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Acrescente-se a esse entendimento, a recente e inusitada visita de nosso atual Ministro da Justiça e do Presidente da República aos escritórios da Cia. – Agência Central de Inteligência dos EUA.

O livro referido foi publicado, originalmente na língua russa, no ano de 2015. Traduzido para a língua portuguesa por Thyago Antunes, teve sua 1ª edição publicada no ano de 2018, pela Editora Expressão Popular Ltda., SP. Tem 172 páginas e uma rica bibliografia. Está ao alcance do leitor leigo em geopolítica.

https://www.expressaopopular.com.br/loja/produto/guerras-hibridas-das-revolucoes

coloridas-aos-golpes/

Sei que deve haver outros livros sobre esse assunto, mas não li. Quero destacar aqui a obra escrita pelo jornalista e analista  de geopolítica brasileiro, Pepe Escobar, e que se intitula “Império do Caos “. Trata-se de uma coletânea de 88 artigos. Escrito originalmente em inglês, está traduzido para a língua brasileira e publicado pela Editora Revan, RJ, no ano de 2016. Pretendo lê-lo.

E por que falo disso para você, caro (a) leitor(a)? É porque acho importante nos darmos conta do que ocorre no mundo, porque isso modificará, fatalmente, até nossa vida familiar e íntima. Lembram-se da Teoria do Caos do matemático e meteorologista Lorenz? Já ouviu a frase célebre “O bater de asas de uma borboleta no Brasil provoca um tornado no Texas?”  É também por isso que devemos compartilhar o conhecimento conquistado. Para melhorar a compreensão da vida de todos nós.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI3471-15228,00-EDWARD+NORTON+LORENZ+O+CRIADOR+DA+TEORIA+DO+CAOS+MAIO+ABRIL.html

Para mais esclarecimento sobre esse assunto, você caro(a) leitor (a) poderá ainda acessar o vídeo sobre  tema guerras híbridas, gravado pelo nosso professor Sérgio Amadeu para o ” Nocaute – Blog do Fernando Moraes “. Bastará clicar no link indicado logo abaixo:

 

 

Hoje é dia 31 de março de 2019. Dia triste, mas que precisa ser lembrado para que nunca mais aconteça. Foi nessa data, no ano de 1964, que houve um golpe empresarial-militar que derrubou o governo popular do brasileiro João Goulart (Jango) que, como vice-presidente, havia assumido a Presidência da República após a renúncia do Presidente Jânio Quadros.

Instalou-se no Brasil um Estado de terror, onde agentes públicos tinham poder de vida e morte sobre os insurgentes. Mataram, torturaram, estupraram, sumiram com cadáveres e, hoje ainda, há 434 pessoas comprovadamente desaparecidas e que foram vítimas de crimes praticados por agentes públicos. Houve centenas de cassações de parlamentares e professores.

Bastava você não concordar com esses atos arbitrários e criminosos, para logo ser taxado de comunista, subversivo e qualquer outra coisa que o valha. Muitas vezes as pessoas nem mesmo eram insurgentes e foram vítimas do arbítrio assim mesmo. Nesse dia, em 1964, eu era uma jovem trabalhadora e estudante, e junto com meus colegas do ensino médio, assisti com estupefação e muito medo a tudo que ocorria.

No ano de 1968 ingressei na Universidade e daí por diante compreendi melhor o quadro político vigente, de graves violações aos direitos humanos. E passei a fazer parte, de fato, da insurgência dentro de minhas possibilidades. Sou testemunha desse triste capítulo de nossa história, portanto. Não admito sua negação e revisionismo. Não falarei mais disso, porque já falei bastante neste blog. Se quiser ler algo que escrevi, bastará clicar no link:

https://blogdaines.wordpress.com/2010/02/09/comissao-nacional-da-verdade/

E, nesta oportunidade, faço minha reverência e rendo minhas homenagens a todas as vítimas, bem como a seus amigos e parentes, que de uma maneira ou de outra, lutaram contra o terrorismo de Estado. E ajudaram a derrotar o regime ditatorial depois de duas décadas, contribuindo assim para a construção de um Estado Democrático de Direito.

Infelizmente, ao que tudo indica, estamos vivendo de novo frente a um regime autoritário de viés fascista, com poder destrutivo. Oxalá eu esteja errada.

Para finalizar este post com a alegria da resistência, gostaria de sugerir a você caro(a) leitor(a) que ouça uma lindíssima canção brasileira, intitulada “Samba da Utopia ” de autoria do compositor e cantor Jonathan Silva, na voz dele e da cantora Ceumar Coelho, acompanhados de um belo coro e músicos da melhor qualidade. Não me canso de ouvir essa canção!

Dê um clique no link abaixo indicado:

 

 Inês do Amaral Buschel, em 31 de março de 2019.

Libertem o Lula! Ele é inocente! Lula livre!!

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