DEZ TEMAS E SUAS RESPECTIVAS TRILHAS SONORAS – Parte II

A minha primeira palavra neste post  é de solidariedade irrestrita aos familiares e amigos (as) das pessoas que são assassinadas por bala perdida ou endereçada a ela mesma. Num assalto ou simples homicídio e/ou feminicídio, com arma de fogo ou faca, estamos assassinando tanto cidadãos (ãs) comuns do povo, como também policiais/agentes públicos. E policiais matam. Um mata o outro.

São milhares de vítimas a cada ano. Cerca de 60.000 mortes violentas. Se é que um dia fomos um povo cordial e tivemos senso de justiça, isso desapareceu. Parcela expressiva do povo brasileiro é violenta e fascista. Não aceita o regime democrático. São racistas e preconceituosos. Penso que seja uma herança do regime escravocrata, que perdurou entre nós por 350 anos. Nosso processo civilizatório anda a passos muitos lentos.

E quero destacar a morte de nossas lideranças comunitárias – de movimentos sociais ou de partidos políticos – que foram barbaramente assassinadas quando lutavam na defesa da Democracia e de nossos Direitos Humanos.

São mortes violentas, brutais e diárias de batalhadores sem-terra, sem-teto, sem água, sem nada, sejam homens, mulheres ou LGBTs. São indígenas, negros (as) ou brancos (as). Sempre pessoas pobres e, em regra, do campo político de esquerda. Um horror. Nossa tragédia cotidiana. Muita violência urbana e rural. A injustiça campeia entre nós. Nosso país nunca fez a reforma agrária justa.

E  faço questão de aqui homenagear a todos esses mortos injustamente por ódio e intolerância, mencionando 2 (duas) pessoas: a vereadora da cidade do RJ pelo PSOL, socióloga, professora, mãe, bisexual, negra, a inesquecível MARIELLE FRANCO, bem como o motorista ANDERSON GOMES, casado e pai de uma criança pequena, que também foi assassinado no mesmo instante que ela, por estar dirigindo o veículo que a transportava para casa. Foram alvo de muitos tiros dentro do carro. Esses fatos ocorreram no dia 14 de março deste ano, às 21:30h, no bairro do Estácio, região central da cidade.

Marielle gostava de repetir a frase “Sou porque nós somos “. Essa expressão resume o núcleo da ideia do “ubuntu “, um princípio filosófico-moral dos povos do sul da África. Significa em outras palavras “Eu existo porque nós existimos “. Um pensamento solidário e altruísta, que reconhece no outro um seu semelhante.

Fica aqui registrada a minha dor e indignação. Minha pequena homenagem a elas,  eles e elxs.

Continuando, conforme prometi a você caro(a) leitor(a), passo a escrever mais sobre  o assunto do post publicado anteriormente, em 13/03/2018. Retomando o fio da meada, volto às minhas trilhas sonoras  e lembro-me de que no ano de 2003, no dia 1º de outubro, o ex-Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 10.741, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso. Se desejar conhecer o texto atualizado dessa lei, poderá clicar no link abaixo indicado:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm

Interessei-me pelo tema do processo de envelhecimento e estudei bastante. Afinal, já estava quase entrando para turma do Estatuto…rsrs. Certo dia decidi inscrever-me no curso de Aperfeiçoamento intitulado “Gerontologia Social “, com carga de 120 horas, no Instituto Sedes Sapientiae, na cidade de São Paulo. Era o primeiro semestre do ano de 2005. O curso terminou no mês de novembro daquele mesmo ano.

Antes de terminá-lo, pensei em pesquisar e listar outra trilha sonora. Desta vez sobre As Velhices para presentear meus colegas de curso, um grupo de pouco mais quinze alunos Ao longo do tempo acrescentei outras canções, que somaram vinte e uma com duração total de 68 minutos.

AS VELHICES

  • O Velho/ Chico Buarque
  • Tocando em Frente/ Almir Sater e Renato Teixeira/ Renato
  • Esses Moços/ Lupicinio/Maria Martha
  • O homem velho/ Caetano Veloso
  • O mundo é assim/Alvaiade/ Velha Guarda da Portela
  • Meu velho (Mi viejo)/ Jose e Piero-Nazareno/Altemar Dutra
  • Meu querido, meu velho, meu amigo/ Roberto Carlos e Erasmo
  • Comme D’Habitude/ Mireille Mathieu
  • My Way/ Paul Anka/François/Tribault/Revaux/Paul Anka
  • O Velho e o Novo/ Taiguara
  • Les Vieux/ Jacques Brel
  • Refém da Solidão/ B.Powel e P.Cesar Pinheiro/Márcia
  • Minhas Madrugadas/ Candeia-Paulinho da Viola
  • A Terceira Idade/ Leci Brandão/ Alceu Maia/ Leci
  • Quando eu me chamar saudade/ Nelson Cavaquinho/ Beth Carvalho
  • Cabelos Brancos/ Herivelto Martins e Marino Pinto/ Oswaldo Montenegro
  • A velhice da porta-bandeira/ Eduardo Gudin/ Beth Carvalho
  • 50 anos/ Aldir Blanc e Cristovão Bastos/ Paulinho da Viola
  • Epitáfio/ Sérgio Brito/ Titãs
  • Os Velhinhos/ Roberto Carlos/ José Messias
  • When I’m Sixty Four/ Beatles

Após ter concluído o curso acima mencionado,  voltei a dar aulas sobre cidadania como professora-voluntária. Participei de um novo projeto denominado “Agentes da Cidadania“, que foi uma iniciativa da Ong “Movimento do Ministério Público Democrático” em parceria com a Secretaria de Justiça e da Cidadania do Estado de São Paulo. Esse projeto realizou-se entre os anos 2007 e 2011.

Aos sábados, no período da manhã, íamos sempre em dupla de professores/palestrantes, ao longínquos Centros de Integração e Cidadania, os CICs, e cada professor (a) ministrava uma aula para uns 20 (vinte) alunos. Sempre baseando-se nas regras constitucionais. Esses alunos eram cidadãos da região do próprio CIC e se inscreviam para o curso por vontade própria. Para saber mais sobre os CICs clique abaixo:

http://www.justica.sp.gov.br/portal/site/SJDC/menuitem.220ea16fda5b8da8e345f391390f8ca0/?vgnextoid=a98dcc533f73e310VgnVCM10000093f0c80aRCRD

Novamente, para inspirar meus colegas professores/voluntários, pesquisei canções que se relacionavam aos temas diversos da cidadania. Consegui listar vinte e duas canções, totalizando 80 minutos.

CIDADANIA

  1. País tropical/ Jorge Ben Jor
  2. Ordem e Progresso/ Zé Pinto/ Beth Carvalho
  3. Que país é este?/ Renato Russo/ Paralamas do Sucesso
  4. Deus lhe Pague/ Chico Buarque
  5. O bêbado e o equilibrista/ Aldir Blanc e João Bosco
  6. Linda/ Edson Gomes
  7. Get up Stand Up/ Bob Marley
  8. Toada brasileira/ Ivor Lancelotti e Paulo C.Pinheiro/ Luis Cláudio
  9. Pra não dizer que não falei de flores/ Geraldo Vandré/ Trio Marayá
  10. Estatutos da gafieira/ Billy Blanco
  11. Favela/ Roberto Martins e Waldemar M. da Silva/ Silvio Caldas
  12. Nos barracos da cidade/ Gilberto Gil
  13. Comunidade Carente/ Barbeirinho, L. Grande e M. Diniz/ Zeca Pagodinho
  14. Construção/ Chico Buarque
  15. Cidadão/ Lúcio Barbosa/ Renato Teixeira e Zé Geraldo
  16. Zé do Caroço/ Leci Brandão/ Seu Jorge
  17. Polícia/ Toni Bellotto/ Titãs
  18. O Neguinho e a senhorita/ Noel R. de Oliveira e Abelardo da Silva/ Luiz Melodia
  19. Brejo da Cruz/ Chico Buarque
  20. Lata d’água/ Jota Jr. e L.Antonio/ Marlene
  21. Amor à Natureza/ Paulinho da Viola
  22. Eu só peço a Deus/ Leon Gieco e Raul Ellwanger/ Beth Carvalho e M. Sosa

Um certo dia, pensava eu no quanto meus familiares e também minhas amigas e amigos da vida inteira me ajudavam com seu afeto, a enfrentar não só a própria vida, mas também os maus momentos que vivi e ainda vivencio desde o mês dezembro de 2005. Foi nesse mês que recebi o diagnóstico de melanoma ocular.

Então, comecei a pesquisar canções que se referissem ao valor das amizades para cada um de nós. Sempre cultivei a amizade sincera, de valor inestimável, desde criança ainda pequena. E só tenho agradecimentos a esses amigos e amigas que permanecem ao meu lado. E àqueles que partiram antes da hora – nas palavras do nosso compositor Rolando Boldrin, viajaram fora do combinado – e deixaram saudades imensas. A lista de reprodução que recolhi contém vinte e três canções, que totalizam 80 minutos de duração.

AMIZADE

  1. Canção da América/ M.Nascimento e F. Brant/ part.esp. Roupa Nova
  2. Amigo é p/essas coisas/ MPD-4/Silvio Silva Jr e Aldir Blanc
  3. Queixas/ Nelson Gonçalves/ Adelino Moreira
  4. Velhos amigos/ Almir Satter e Paulo Simões
  5. Meu caro amigo/ Chico Buarque e Francis Hime
  6. Casa no Campo/ Elis Regina/ Zé Rodrix e Tavito
  7. Amigo/ Roberto Carlos e Erasmo Carlos
  8. Hoje quem paga sou eu/ Nelson Gonçalves/ Herivelto Martins e D.Nasser
  9. Amigo Verdadeiro/ Tim Maia/ A. Marcos, L.Olivetti e Ronaldo Barcellos
  10. Amigo é Casa/ Lenine e Zé Renato/ Capiba e Hermínio B. Carvalho
  11. Eu quero apenas/ Roberto Carlos/ Roberto e Erasmo
  12. Parei Contigo/ Pedro Mariano e outros / Lamartine Babo
  13. A volta do boêmio/ Nelson Gonçalves/ Adelino Moreira
  14. Amizade Sincera/ Renato Teixeira e Dominguinhos
  15. Meus bons amigos/ Br.Vermelho/ Guto Goffi,Mauricio Barros e F.Magalhães
  16. With a little help from my friends/ Beatles/ Lennon e McCartney
  17. Sinal Fechado/ Paulinho da Viola
  18. Solidão de amigos/ Jessé/ Mário Maranhão e Eunice Barbosa
  19. Dois amigos/ Zezé de Camargo/ Júlio Iglesias
  20. Samba de Orly/ Chico/Toquinho e Vinicius
  21. Amigo Velho/ Luiz Gonzaga/ Rosil Cavalcanti
  22. Amigos meus/Toquinho e Vinicius
  23. Adiós Muchachos/ Carlos Gardel/ Veldani e Sanders

 

Vou parando por aqui. Outro dia finalizarei as dez trilhas sonoras que inventei. Não desrespeito os direito autorais porque não comercializo essas trilhas. Foram feitas para tocar em ambientes domésticos. Indico compositores e cantores. Há entre elas algumas músicas “repetidas “, porque são canções que cabem em vários temas.

Recomendo a você, caro (a) leitor (a), ouvir uma belíssima canção brasileira, composição de Capiba (1904-1997) e Hermínio Bello de Carvalho, intitulada “Amigo é casa “, gravada nas vozes de Zé Renato e Zélia Duncan:

 

Inês do Amaral Buschel, em 25 de março de 2018.

 

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