SCHADENFREUDE, uma palavra alemã

Lembrei-me dessa palavra há pouco tempo, no início deste mês de novembro, quando ocorreu o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM.  Nesse dia assisti pela internet, a humilhação que um grupo de cerca de duas centenas de pessoas, aqui na cidade de São Paulo, impôs aos candidatos que chegaram atrasados e, portanto, encontraram os portões do local do exame fechados. Foi uma torcida organizada, com cartazes inclusive. Riam a mais não poder. Acho deprimente o regozijo grupal com a desgraça alheia.

https://www.revistaforum.com.br/2017/11/05/rindo-da-desgraca-alheia-grupos-foram-local-de-prova-apenas-para-zombar-de-atrasados-do-enem/

https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/enem-e-vestibular/precisam-ver-outro-se-dar-mal-diz-psicologa-sobre-quem-ri-de-atrasados-no-enem-22058066

Para aqueles que não a conhecem, essa palavra alemã de difícil pronúncia para nós os brasileiros – chadenfróide – reúne duas palavras: schaden que significa dano, prejuízo, e freude que significa alegria, prazer. Conclusão: alegria com o prejuízo alheio. Para nós, a expressão correspondente é bem feito! Para mais esclarecimentos, clique no link abaixo:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Schadenfreude

Admito que, pessoalmente, é bem humano sentir prazer com o dano sofrido por um adversário ou inimigo. Entretanto, rir em grupo frente ao perdedores de algo tão precioso como o tempo de vida, não vejo graça nenhuma. Não é um ato civilizado. Parecem hienas, com todo respeito a estes animais.

O mestre chinês Confúcio (551-479 a.C.) já ensinava bom comportamento social e individual alertando a todos: : “Aquilo que não desejas para ti, também não o faças às outras pessoas “. Esse ensinamento foi apropriado por religiões ocidentais monoteístas. Porém, até hoje no Século XXI, muitos seres humanos não aprenderam essa lição.

Como sou bem antiga caro(a) leitor(a), esse assunto levou-me à lembrança de um lindo samba brasileiro, uma composição de Luis Antonio (1921-1996) intitulada ” Ri “. Essa canção foi gravada por vários intérpretes, mas a gravação de que mais gosto é datada de 1960 com o saudoso cantor Miltinho (1928-2014). Para ouvi-la bastará clicar no link abaixo indicado:

 

 

E viva meu neto Miltinho, que nasceu no dia 17 de setembro deste ano!!

Inês do Amaral Buschel, em 26 de novembro de 2017

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