LUIZ GAMA, ADVOGADO AUTODIDATA, PIONEIRO ABOLICIONISTA. E SUA MÃE LUIZA MAHIN, EX-ESCRAVA E MULHER LIBERTA INSURGENTE

Luiz Gama, brasileiro negro (baiano-paulista), é para mim um grande exemplo de pessoa resiliente, ou seja, aquele que resiste como se fosse feito de aço, a grandes infortúnios na vida sem perder o rumo e a esperança de dias melhores. Luiz Gama fez do “limão amargo ” que foi sua infância, uma “limonada apetecível ” e tornou-se um homem adulto digno, muito culto, altruísta e valente. Desde que conheci sua história de vida passei a admirá-lo muito.

E explico melhor porque penso assim. Ele nasceu na cidade de Salvador, no estado da Bahia, filho de mãe ex-escrava, já alforriada, e de um pai cidadão português que, aos costumes, não o reconheceu civilmente. Todavia, ao que parece pelo que ele mesmo, Luiz, contou, foi muito bem tratado por seu pai desde que nasceu em 21 de junho de 1830. Porém, esse bom tratamento recebido um dia cessou. Tragicamente, quando contava com apenas dez anos de idade.

Sua mãe Luiza ao que sabemos, segundo registros precários, era ainda adolescente quando chegou na Bahia como escrava. Ao que se sabe, era da etnia nagô e não professava o islamismo, mas sim reverenciava Oxum. Ela era pessoa que tinha o dom de fazer amizades com pessoas de todas as cores de pele, idades e de quaisquer religião. Parece, todavia, que se negou a tornar-se cristã e esquivou-se ao batismo católico.

Esse nome de Luiza Mahin alguém o inventou, pois não era seu verdadeiro nome. Veio da região litorânea do continente africano, de um local chamado Costa da Mina, que hoje faz parte de Gana. Para saber mais sobre esse local, caro (a) leitor) bastará dar um clique nos links abaixo indicados:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Costa_da_Mina

http://www.costadamina.ufba.br/index.php?/conteudo/exibir/1

Luiza sempre esteve envolvida em insurreições que visavam a libertação dos escravos. Alguns relatos históricos indicam que participou ativamente da Revolta dos Malês, grupo islâmico ao qual ela era ligada por amizade. E por causa dessa vida de rebelde, acabou sendo presa algumas vezes e perseguida pelos brancos. Numa determinada época foi aconselhada pelos amigos, a sair da cidade de Salvador para evitar nova prisão.

Ela não queria sair dali, pois seu filho Luiz tinha apenas sete anos. E ela já carregava no peito a dor de ter tido um filho morto acidentalmente ainda criança, e também sofrera um aborto natural. Mas, acabou percebendo que era preciso sair de Salvador, para mais tarde retornar. Nunca mais retornou. A vida dela parece ter-se tornado um torvelinho.

Luiz ficou aos cuidados do pai e de algumas amigas da mãe. Esse pai era dado a bebidas alcoólicas e jogos. Um dia, aproveitando-se da longa ausência de Luiza, levou seu filho Luiz até um barco que negociava escravos. Luiz foi ludibriado pelo pai que lhe convidou para um passeio de barco – ele contava com apenas dez anos de idade – e ali o vendeu como escravo para pagar as dívidas que contraíra.

E Luiz não era escravo, pois era filho de mãe liberta. Ele, pequenino, viu-se sozinho dentro de uma embarcação acompanhado de pessoas estranhas. Aconteceu assim, pelo que contam – pois são pouquíssimos os registros históricos da vida dos negros escravos, ex-escravos e seus filhos.  Todavia, hoje já contamos com muitos livros que relatam fatos históricos daquela época.

O pouco que sabemos de sua vida antes de adulto, caro(a) leitor(a) é o que ele mesmo contou por intermédio de uma carta endereçada ao seu amigo Lúcio Mendonça, em 25 de julho de 1880. Você poderá ler o texto integral dessa carta logo abaixo:

Meu caro Lúcio,

Recebi o teu cartão com a data de 28 do pretérito. Não me posso negar ao teu pedido, porque antes quero ser acoimado de ridículo, em razão de referir verdades pueris que me dizem respeito, do que vaidoso e fátuo, pelas ocultar, de envergonhado: aí tens os apontamentos que me pedes e que sempre eu os trouxe de memória.

Nasci na cidade de S. Salvador, capital da província da Bahia, em um sobrado na rua do Bângala, formando ângulo interno, em a quebrada, lado direito de quem parte do adro da Palma, na Freguesia de Sant’Ana, a 21 de junho de 1830, por às 7 horas da manhã, e fui batizado, 8 anos depois, na igreja matriz do Sacramento, da cidade de ltaparica.

Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa Mina (Nagô de nação), de nome Luísa Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida e vingativa. Dava-se ao comércio – era quitandeira, muito laboriosa, e mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em planos de insurreições de escravos, que não tiveram efeito. Era dotada de atividade.

Em 1837, depois da Revolução do dr. Sabino, na Bahia, veio ela ao Rio de Janeiro, e nunca mais voltou. Procurei-a em 1847, em 1856 e em 1861, na Corte, sem que a pudesse encontrar. Em 1862, soube, por uns pretos minas que conheciam-na e que deram-me sinais certos, que ela, acompanhada com malungos desordeiros, em uma “casa de dar fortuna” em 1838, fora posta em prisão; e que tanto ela como os seus companheiros desapareceram. Era opinião dos meus informantes que esses “amotinados” fossem mandados por fora pelo governo, que nesse tempo tratava rigorosamente os africanos livres, tidos como provocadores.

Nada mais pude alcançar a respeito dela. Nesse ano, 1861, voltando a São Paulo, e estando em comissão do governo, na vila de Caçapava, dediquei-lhe os versos que nesta carta envio-te. Meu pai, não ouso afirmar que fosse branco, porque tais afirmativas, neste país, constituem grave perigo perante a verdade, no que concerne à melindrosa presunção das cores humanas: era fidalgo; e pertencia a uma das principais famílias da Bahia, de origem portuguesa. Devo poupar à sua infeliz memória uma injúria dolorosa, e o faço ocultando o seu nome.

Ele foi rico, e nesse tempo, muito extremoso para mim: criou-me em seus braços. Foi revolucionário em 1837. Era apaixonado pela diversão da pesca e da caça; muito apreciador de bons cavalos; jogava bem as armas, e muito melhor de baralho, amava as súcias e os divertimentos: esbanjou uma boa herança, obtida de uma tia em 1836; e reduzido à pobreza extrema, a 10 de novembro de 1840, em companhia de Luís Cândido Quintela, seu amigo inseparável e hospedeiro, que vivia dos proventos de uma casa de tavolagem na cidade da Bahia, estabelecida em um sobrado de quina, ao longo da praça, vendeu-me, como seu escravo, a bordo do patacho “Saraiva”.

Remetido para o Rio de Janeiro, nesse mesmo navio, dias depois, que partiu carregado de escravos, fui, com muitos outros, para a casa de um cerieiro português, de nome Vieira, dono de uma loja de velas, à rua da Candelária, canto da do Sabão. Era um negociante de estatura baixa, circunspeto e enérgico, que recebia escravos da Bahia, à comissão, tinha um filho aperaltado, que estudava em colégio; e creio que três filhas já crescidas, muito bondosas, muito meigas e muito compassivas, principalmente a mais velha. A senhora Vieira era uma perfeita matrona: exemplo de candura e piedade. Tinha eu 10 anos. Ela e as filhas afeiçoaram-se de mim imediatamente.

Eram cinco horas da tarde quando entrei em sua casa. Mandaram lavar-me; vestiram-me uma camisa e uma saia da filha mais nova, deram-me de cear e mandaram-me dormir com uma mulata de nome Felícia, que era mucama da casa. Sempre que me lembro desta boa senhora e de suas filhas, vêm-me as lágrimas aos olhos, porque tenho saudades do amor e dos cuidados com que me afagaram por alguns dias. Dali saí derramando copioso pranto, e também todas elas, sentidas de me verem partir.

Oh! Eu tenho lances doridos em minha vida, que valem mais do que as lendas sentidas da vida amargurada dos mártires. Nesta casa, em dezembro de 1840, fui vendido ao negociante e contrabandista alferes Antônio Pereira Cardoso, o mesmo que, há 8 ou 10 anos, sendo fazendeiro no município de Lorena, nesta Província, no ato de o prenderem por ter morto alguns escravos a fome, em cárcere privado, e já com a idade maior de 60 a 70 anos, suicidou-se com um tiro de pistola, cuja bala atravessou-lhe o crânio. Este alferes Antônio Pereira Cardoso comprou-me em um lote de cento e tantos escravos; e trouxe-nos a todos, pois era este o seu negócio, para vender nesta Província.

Como já disse, tinha eu apenas 10 anos; e, a pé, fiz toda viagem de Santos até Campinas. Fui escolhido por muitos compradores, nesta cidade, em Jundiaí e Campinas; e, por todos repelido, como se repelem cousas ruins, pelo simples fato de ser eu “baiano”. Valeu-me a pecha! 0 ultimo recusante foi o venerando e simpático ancião Francisco Egídio de Souza Aranha, pai do exmo. Conde de Três Rios, meu respeitável amigo. Este, depois de haver-me escolhido, afagando-me disse: ” – Hás de ser um bom pajem para os meus meninos; diz-me: onde nasceste? – Na Bahia, respondi eu. – Baiano? – exclamou admirado o excelente velho. – Nem de graça o quero. Já não foi por bom que o venderam tão pequeno”.

Repelido como “refugo”, com outro escravo da Bahia, de nome José, sapateiro, voltei para casa do Sr. Cardoso, nesta cidade, à rua do Comércio n. 2, sobrado, perto da igreja da Misericórdia. Aí aprendi a copeiro, a sapateiro, a lavar e a engomar roupa e a costurar. Em 1847, contava eu 17 anos, quando para a casa do Sr. Cardoso veio morar, como hóspede, para estudar humanidades, tendo deixado a cidade de Campinas, onde morava, o menino Antônio Rodrigues do Prado Júnior, hoje doutor em direito, ex-magistrado de elevados méritos, e residente em Mogi-Guaçu, onde é fazendeiro.

Fizemos amizade íntima, de irmãos diletos, e ele começou a ensinar-me as primeiras letras. Em 1848, sabendo eu ler e contar alguma cousa, e tendo obtido ardilosamente e secretamente provas inconcussas de minha liberdade, retirei-me, fugindo, da casa do alferes Antônio Pereira Cardoso, que aliás votava-me a maior estima, e fui assentar praça. Servi até 1854, seis anos; cheguei a cabo de esquadra graduado, e tive baixa de serviço, depois de responder a conselho, por ato de suposta insubordinação, quando tinha-me limitado a ameaçar um oficial insolente, que me havia insultado e que soube conter-se.

Estive, então, preso 39 dias, de 1o. de junho a 9 de agosto. Passava os dias lendo e, às noites, sofria de insônias; e, de contínuo, tinha diante dos olhos a imagem de minha querida mãe. Uma noite, eram mais de duas horas, eu dormitava; e, em sonho vi que a levaram presa. Pareceu-me ouvi-Ia distintamente que chamava por mim. Dei um grito, espavorido saltei da tarimba; os companheiros alvorotaram-se; corri à grade, enfiei a cabeça pelo xadrez. Era solitário e silencioso e longo e lôbrego o corredor da prisão, mal alumiado pela luz amarelenta de enfumarada lanterna.

Voltei para minha tarimba, narrei a ocorrência aos curiosos colegas; eles narraram-me também fatos semelhantes; eu caí em nostalgia, chorei e dormi. Durante o meu tempo de praça, nas horas vagas, fiz-me copista; escrevia para o escritório do escrivão major Benedito Antônio Coelho Neto, que tornou-se meu amigo; e que hoje, pelo seu merecimento, desempenha o cargo de oficial-maior da Secretaria do Governo; e, como amanuense, no gabinete do exmo. Sr. Conselheiro Francisco Maria de Souza Furtado de Mendonça, que aqui exerceu, por muitos anos, com aplausos e admiração do público em geral, altos cargos na administração, polícia e judicatura, e que é catedrático da Faculdade de Direito, fui eu seu ordenança; por meu caráter, por minha atividade e por meu comportamento, conquistei a sua estima e a sua proteção; e as boas lições de letras e de civismo, que conservo com orgulho.

Em 1856, depois de haver servido como escrivão perante diversas autoridades policiais, fui nomeado amanuense da Secretaria de Polícia, onde servi até 1868, época em que “por turbulento e sedicioso” fui demitido a “bem do serviço público”, pelos conservadores, que então haviam subido ao poder. A portaria de demissão foi lavrada pelo dr. Antônio Manuel dos Reis, meu particular amigo, então secretário de polícia, e assinada pelo exmo. dr. Vicente Ferreira da Silva Bueno, que, por este e outros atos semelhantes, foi nomeado desembargador da relação da Corte.

A turbulência consistia em fazer parte do Partido Liberal; e, pela imprensa e pelas urnas, pugnar pela vitória de minhas e suas idéias; e promover processos em favor de pessoas livres criminosamente escravizadas; e auxiliar licitamente, na medida de meus esforços, alforrias de escravos, porque detesto o cativeiro e todos os senhores, principalmente os Reis. Desde que fiz-me soldado, comecei a ser homem; porque até os 10 anos fui criança; dos 10 aos 18, fui soldado. Fiz versos; escrevi para muitos jornais; colaborei em outros literários e políticos. E redigi alguns.

Agora chego ao período em que, meu caro Lúcio, nos encontramos no “Ipiranga” à rua do Carmo, tu, como tipógrafo, poeta, tradutor e folhetinista principiante; eu, como simples aprendiz-compositor, de onde saí para o foro e para a tribuna, onde ganho o pão para mim e para os meus, que são todos os pobres, todos os infelizes; e para os míseros escravos, que, em número superior a 500, tenho arrancado às garras do crime. Eis o que te posso dizer, às pressas, sem importância e sem valor; menos para ti, que me estimas deveras. Teu Luís.”

(Luís Gama In: Novos Estudos, n. 25. São Paulo, CEBRAP, outubro de 1989.)

http://www.fflch.usp.br/sociologia/asag/carta%20de%20Luis%20Gama.pdf

Luiz Gama, era republicano e maçom. Foi advogado de escravos, em grande parte advogando “pro bono “, jornalista e poeta. Não acumulou riqueza e morreu pobre. Escreveu muitos versos, entre eles um  para sua mãe:

Minha Mãe

Minha mãe era mui bela,
– Eu me lembro tanto dela,
De tudo quanto era seu!
Tenho em meu peito guardadas,
Suas palavras sagradas
C’os risos que ela me deu.

(Junqueira Freire)

Era mui bela e formosa,
Era a mais linda pretinha,
Da adusta Líbia rainha,
E no Brasil pobre escrava!
Oh, que saudades que tenho
Dos seus mimosos carinhos.
Quando c’os tenros filhinhos
Ela sorrindo brincava.

Éramos dois — seus cuidados,
Sonhos de sua alma bela;
Ela a palmeira singela,
Na fulva areia nascida.
Nos roliços braços de ébano,
De amor o fruto apertava,
E à nossa boca juntava
Um beijo seu, que era vida.

Quando o prazer entreabria
Seus lábios de roixo lírio,
Ela fingia o martírio
Nas trevas da solidão.
Os alvos dentes nevados
Da liberdade eram mito,
No rosto a dor do aflito,
Negra a cor da escravidão.

Os olhos negros, altivos,
Dois astros eram luzentes;
Eram estrelas cadentes
Por corpo humano sustidas.
Foram espelhos brilhantes
Da nossa vida primeira,
Foram a luz derradeira
Das nossas crenças perdidas.
[…]

Esse trecho do poema foi copiado da obra “Com a Palavra, Luiz Gama “, organizado por Ligia Fonseca Ferreira, Editora Imprensa Oficial do estado de S.Paulo, 2011, págs. 76/77.

Todas as crianças brasileiras deveriam aprender, ainda no período do ensino fundamental, sobre a vida desse pioneiro do abolicionismo e exemplo de luta na vida pessoal e coletiva. Ele morreu em consequência de diabetes, no ano de 1882, aos 52 anos de idade.

Todos nós, brasileiros (as) deveríamos saber que Luiz Gama desejou ingressar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, mas sua matrícula foi recusada por ser negro. Felizmente, há gente boa nesta terra, e muitos estudantes e professores daquela escola o ajudaram nos estudos jurídicos, fornecendo e indicando-lhe livros e permitindo, ainda, que se tornasse um aluno presencial/ouvinte. Só deu orgulho a quem lhe estendeu a mão.

Para os caros(as) leitores(as) que moram na cidade de São Paulo, informo que essa escultura postada ao lado esquerdo acima, do busto de Luiz Gama, localiza-se no Largo do Arouche. E, no Bairro do Cambuci, existe uma rua denominada Rua Luiz Gama, como também no bairro da Freguesia do Ó, existe a Praça Luiza Mahin.

No ano de 2009 o IAB – Instituto dos Advogados Brasileiros, apresentou a Medalha Luiz Gama, cujo desenho foi elaborado por Oscar  Niemeyer. E, no ano de 2015, finalmente, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) concedeu a Luiz Gama a Carteira da Ordem post mortem.Para saber mais caro(a) leitor(a), bastará clicar nos links indicados abaixo:

http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=3216&catid=52&Itemid=23

http://www.iabnacional.org.br/institucional/medalha-luiz-gama

Tudo que sei sobre ele e sua mãe aprendi nos livros. Caso você caro(a) leitor(a) queira saber mais, aqui indico os livros que li e que são os mais recentes e de mais fácil acesso:

  1. Um defeito de cor ” , de autoria de Ana Maria Gonçalves, Editora Record, 2006.
  2. Luiz Gama – o libertador de escravos e sua mãe libertária, Luíza Mahin “, de autoria de Mouzar Benedito, Editora Expressão Popular/SP, 2006;
  3. O advogado dos escravos – Luiz Gama “, de autoria de Nelson Câmara, editora Lettera.doc, 2010;
  4. Com a Palavra, Luiz Gama – Poemas, artigos, cartas, máximas “, organizado por Ligia Fonseca Ferreira, Imprensa Oficial de SP, 2011;
  5. Luiz Gama ” , de autoria de Luiz Carlos Santos, da Coleção Retratos do Brasil Negro, edições Selo Negro/SP, 2010;

E se você caro(a) leitor(a) quiser saber mais sobre Luis Gama, clique no link abaixo indicado:

http://institutoluizgama.org.br/portal/

Quero aqui registrar que após a leitura do livro ” Um defeito de cor “, de Ana Maria Gonçalves, de 951 páginas, além de muito aprender sobre o regime da escravidão brasileiro, da importante Revolta dos Malês e tudo o mais, o que muito me tocou no coração foi a figura bastante verossímil que a autora criou no seu romance, da mãe de Luiz Gama, a misteriosa Luiza Mahin. Ninguém sabe ao certo quem foi ela, mas agora eu tenho uma vaga idéia. E isso me deixou bastante feliz!

Para finalizar, quero aqui recomendar ao caro(a) leitor(a) que ouça a belíssima canção “Sinhá “, de autoria da dupla de cantores-compositores brasileiros João Bosco e Chico Buarque. Eu me emociono toda vez que a ouço:

 

 

Inês do Amaral Buschel, 30  de março de 2017.

Salve Luiz Gama! Herói da Pátria! Diga não ao racismo e ao preconceito pela cor da pele!

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