AFRICA DO SUL, Saravá! I am glad to meet you! (Parte I)

Estou mesmo muito feliz por, finalmente, ter visitado esse belo país. Foi um passeio curto, mas valeu a pena ter enfrentado – mais uma vez na vida – o medo que sinto ao voar num avião. Foram 9 (nove) horas diretas atravessando o Oceano Atlântico, rumo à importante cidade sul-africana de Johannesburgo, ou como lá gostam de dizer, apenas Joburg. Minha filha Bia e eu voamos pela South Africa Airways no dia 8 de novembro e retornamos no dia 25 do mesmo mês.

Antes de viajarmos, decidimos sozinhas o roteiro consultando vários guias de viagem impressos, informações úteis pelo Google e o indispensável sítio http://www.tripadvisor.com.br/

Queríamos conhecer a vida urbana dos seguintes locais: Joburg, Pretória, Cidade do Cabo, Ilha Robben, Durban e dali partiríamos de avião para Moçambique, a fim de conhecermos sua capital, a cidade de Maputo. E só. E foi ótimo! Deu tudo certo e voltamos felizes da vida, enriquecidas com mais essa experiência inesquecível. Foi uma viagem bastante cara, mas valeu a pena. Em vez de acumular dinheiro, fizemos a riqueza circular!rand

Ao escolhermos o roteiro, decidimos também que não iríamos freqüentar praias e visitaríamos African.penguin.bristol.750pix_(Pingstone)apenas as cidades e suas gentes. Os bichos que nos perdoem essa indelicadeza, mas ficaram para depois. Quem sabe um dia ainda retornaremos ali só para visitá-los. Portanto, no safári ! Não vimos leões, elefantes, leopardos, zebras, girafas, macacos, búfalos ou rinocerontes. Entretanto, vimos pelos caminhos, antílopes, coelhos, tartarugas, pingüins, peixes, avestruzes, gatos, muitos pássaros e alguns cães. Você sabia caro (a) leitor (a)  que há pinguins-africanos? Pois é, eu nem havia pensado nisso antes. Se quiser saber sobre esse fenômeno da natureza, clique nos links logo abaixo:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pinguim-africano

http://geografiaetal.blogspot.com.br/2013/04/na-africa-tambem-existe-pinguim.html

mapa2Antes de prosseguir escrevendo, gostaria de contar-lhe que muitas pessoas ao saberem que eu pretendia viajar para a África do Sul perguntavam-me: (a) por que quer conhecer esse país? (b) você não tem medo do vírus Ebola? Além desse questionamento, várias vezes tive de explicar também que a África do Sul não é a “África”, mas sim um dos 54 (cinquenta e quatro) países do continente africano.

Eis aqui minhas respostas. Desde jovem, no final da década de 60, tinha muita curiosidade sobre esse país, onde o advogado indiano e pacifista Mahatma Gandhi viveu por 21 (vinte e um) anos. Detestava ler notícias sobre o regime do apartheid (segregação racial) do povo negro, vigente como lei naquele país desde o ano de 1948. Imagine você caro (a) leitor (a), que houve no passado um missionário cristão local, que chegou a afirmar estar escrito na Bíblia que a “raça” branca era superior à “raça” negra. De fato, não há limites para a estupidez humana, não achas?

Eu adorava ouvir a voz e as belas canções cantadas pela sul-africana Miriam Makeba (Pata Pata). Admirava a ousadia do cardiologista sul-africano,Dr. Christiaan Barnard (pioneiro dos transplantes de coração) e também do estudante de medicina e ativista do Movimento de Consciência Negra Steve Biko (morto por tortura policial). Acompanhava a corajosa luta do advogado sul-africano, Dr. Nelson Mandela, (condenado à prisão perpétua) que, integrando o hoje centenário partido CNA (Congresso Nacional Africano), lutava contra o apartheid, bem como admirava os atos do Arcebispo Anglicano, o sul-africano Desmond Tutu (que também lutou contra o apartheid ). Todavia, foi somente há poucos anos que me dediquei ao estudo da vida do líder Mandela/Madiba e de seu partido político o CNA. Já escrevi um pouco sobre Mandela e a África do Sul neste blog:

https://blogdaines.wordpress.com/2011/04/24/nelson-mandela-ou-madiba-%e2%80%93-africa-do-sul/

Foi a partir daí que nasceu o meu desejo de visitar a África do Sul. Penso que a história deles se parece bastante com a nossa. No século XVII, europeus invadiram aquele território, subjugaram o povo nativo escravizando-o e tomando suas terras. No início eram só holandeses, mas aos poucos surgiram alemães, franceses, belgas, ingleses. Até inventaram uma nova língua local, o africâner, que resultou da mistura dessas várias línguas faladas pelos colonizadores. Assim surgiu o povo bôere.

Um país onde 4 (quatro) de seus cidadãos receberam o Prêmio Nobel da Paz (A. Luthuli, D. Tutu, F. W. de Klerk e nelson-mandela-archbishop-desmond-tutu-hands-mandela-the-five-volume-report-produced-by-his-truth-and-reconciliation-commission-on-oct-29-1998N.Mandela) e outros 2 (dois) o Prêmio Nobel de Literatura (J.M.Coetzee e N. Gordimer), só pode e deve ser um grande país para se conhecer. E quem não se lembra do Cabo das Tormentas de Bartolomeu Dias e/ou Cabo da Boa Esperança, de Vasco da Gama? Pois então, fica logo ali na Cidade…do Cabo, onde toda essa história começou.

no ebolaQuanto ao perigo de contágio pelo Ebola lembrava aos meus interlocutores de que a África do Sul está muito distante da área atingida pela epidemia e, ademais, não há registro de algum caso em seu território. Por outro lado, penso que hoje em dia quem viaja de avião ou navio para qualquer lugar do mundo, corre esse risco de contaminação por eventual acaso, apesar do rígido controle sanitário. Em todas minhas passagens por aeroportos nessa viagem, por exemplo, submeti-me obrigatoriamente à medição da febre.

O território da África do Sul compreende uma área de 1.219.090 km2, sendo banhado por dois oceanos – Atlântico e Índico – totalizando, aproximadamente, 2.800 km de litoral. O clima é sub-tropical. Sua população hoje soma quase 54 milhões de habitantes, sendo que 80% são cidadãos negros. É um país rico em minérios, notadamente ouro e diamantes. A moeda nacional é o Rand. É uma República Constitucional Democrática e tem 11 (onze) línguas oficiais reconhecidas: Africâner, Inglês, isNdebele, isiXhosa, isiZulu, Sesotha sa Leboa, Sesotho, Setswana, siSwati, Tshivenda e Xitsonga. Promovem também o uso da linguagem gestual, de sinais. Há liberdade religiosa, convivendo em paz há décadas os cristãos, hindus, muçulmanos, judeus e adeptos de crenças tradicionais africanas. Mas o predomínio é do cristianismo.

O atual IDH é médio (0,658), nº 118 no ranking mundial atual. Trata-se de um Estado unitário, composto por 9 (nove) províncias (EastemCape, Free State, Gauteng, KwaZulu-Natal, Limpopo, Mpumalanga, Northem Cape, North West e Westem Cape). Valerá a pena assistir aos vídeos que mostram cada um esses locais. Dê um clique no link indicado abaixo:

http://www.africadosul.org.br/geografia.html

A partir de agora caro (a) leitor (a) tentarei resumir minha viagem. Se você está curioso (a) para saber sobre a famigerada violência urbana na metrópole de Joburg, felizmente, não testemunhei nem fui vítima de algum episódio criminal. Como nasci e vivo numa metrópole também violenta – São Paulo/Brasil – aprendi a tomar o máximo cuidado ao caminhar pelas ruas durante o dia e evitá-las à noite, notadamente se estiver desacompanhada. Foi o que fiz por lá. E contei com a sorte. Isto não significa, em absoluto, que o índice de criminalidade (assalto à mão-armada, violações sexuais) tenha baixado. Na cidade de Johannesburgo parece que todos se recolhem cedo para suas casas. Após as 18 horas todo comércio fecha, os Shoppings Centers inclusive. Somente alguns bares ou restaurantes permanecem abertos até às 21h. Esse parece ser um costume do país inteiro.

Por falar nesse assunto e na cidade de Joburg, você caro (a) leitor (a) já assistiu ao impactante filme “Tsotsi ” que ganhou o Oscar de filme estrangeiro no ano de 2006? É baseado em romance do escritor sul-africano Athol Fugard e se passa justamente nessa cidade. O filme foi dirigido por Gavin Hood, cineasta sul-africano.  Aqui no Brasil o filme recebeu o título de “Infancia Roubada ” e existe em DVD de fácil acesso. Se desejar assistir ao trailer, dê um clique no link abaixo:

 

Desembarcamos no início da tarde de um sábado, dia 8, e já ficamos bem impressionadas ao sair do belo aeroporto Internacional Oliver Tambo, e trafegarmos de táxi por ótimas autopistas de acesso à cidade. Há muitos automóveis novos ali e de todas as marcas. Ooops! Estavam todos dirigindo na contra-mão? Claro que não, é que na África do Sul a mão de direção é inglesa. O motorista do veículo senta-se à direita e o passageiro à esquerda, mas a circulação é à esquerda. É muito engraçado isso e, ao mesmo tempo, um pouco difícil para nós brasileiros adaptarmo-nos a essa regra.

Ah! mas como chovia! Oh! céus! Oh! azar! Só nos restava descansar da viagem ouvindo a chuva cair. Mas, ao final daquela tarde parou de chover e pudemos caminhar um pouco pelas redondezas do bairro onde nos hospedamos.

Rooibos-Tea-6-1024x576Na cidade de Johannesburgo nos hospedamos na Guest House Lucky bean, no bairro residencial de classe média chamado Melville. Perto dessa pousada há uma rua (7th street) com um movimentado comércio local: restaurantes, bares, livraria, mercado, moda etc. Fomos muito bem recebidas, e aprendemos ali o costume local de tomar chá com leite, que é muito bom. Por certo é uma herança cultural inglesa. Os sul-africanos também tomam café, mas percebi que a preferência deles é o chá. O delicioso e saudável chá de cor avermelhada “Rooibos“, produzido naquele país. E, logo pela manhã, eles costumam comer ovos mexidos acompanhados de mushroom (cogumelos), vegetal que não me faz bem.

agapantosO bairro de Melville é habitado, predominantemente, por pessoas brancas e é muito florido por jacarandás e agapantos. Lindas flores pelas ruas! Pelo que soube, no final do século XIX, algumas mudas de jacarandás – planta nativa da América do Sul – foram levadas para Pretória e Joburg, vindas da Argentina e até do Brasil. Todavia, embora seja lindas, tal qual os eucaliptos essas árvores sugam muita água do solo, e isso está aborrecendo os sul-africanos. A flor símbolo-nacional deles é a linda Protea.Protea_cynaroides

O domingo amanheceu ensolarado, belíssimo! Como já sabíamos que o transporte público local era lastimável e quase inexistente – exceto táxis e milhares de lotações/vans sempre lotadas – já havíamos contratado um motorista que nos apresentaria o centro da cidade de Joburg. E também nos levaria para conhecer a capital administrativa do país, cidade de Pretória, que fica a 50 km dali. Nesta cidade vive o Presidente da República, Chefe do Poder Executivo, Sr. Jacob Zuma. Essas duas cidades – Johannesburgo e Pretória – pertencem à província de Gauteng. Aprendi que essa região do país é conhecida pela expressão africâner “Witwatersrand ” que significa “Cordilheira das Águas Brancas” . E  também aprendi que o ano de 1994 é um marco histórico e definitivo para o país, entre brancos e negros. Foi a partir dessa data, com a eleição de Mandela para Presidente da República, que de fato se acreditou no fim da regra da segregação racial.

Estando em downtown (Central Business District) percebi a predominância absoluta de pessoas negras e notei muitos prédios vazios e abandonados. Era um domingo e, naturalmente, o movimento era pequeno. Vi muita pobreza e comércio informal. Penso que não é seguro andar à pé por ali. O motorista nos mostrou grupos de imigrantes perambulando, explicando-nos que são cidadãos de outros países africanos, p.ex., da Somália, Senegal, Namíbia, Zimbábue etc. Muitos são hostilizados pelos sul-africanos. Há xenofobia por causa da grande disputa por poucos empregos. A população da região metropolitana de Joburg, que é a maior cidade do país, atualmente deve superar o total de 6 (seis) milhões de habitantes.

Entramos num antigo e importante edifício Carlton Centre e subimos pelo elevador ao 50º andar, em poucos segundos. Ali estávamos nós, no prédio mais alto do continente africano, num ponto denominado “Top of África “. Um belo mirante onde se pode ver todos os lados da grande cidade. Havia poucos visitantes naquele lugar. Demos mais uma volta pelo centro e conhecemos o complexo de prédios que constituem o Constitution Hill. É ali que funciona a Corte Constitucional da África do Sul, embora a Suprema Corte de Apelação se localize na cidade de Bloemfontein, na província vizinha de Free State.apartheid

Depois seguimos para conhecer o famoso “Museu do Apartheid “, nas imediações do distrito de Soweto, inaugurado pelo ex-presidente N.Mandela no ano de 2002. Ali é duro controlar a emoção. Dói demais saber das atrocidades cometidas por autoridades locais, e também por cidadãos comuns brancos, em nome de uma desvairada teoria racial que, loucamente, pregava a superioridade das pessoas de pele branca frente às de pele negra ou mestiças. Esse museu é primoroso e merece ser visitado por mais de um dia, pois reúne muita informação histórica importante.

University_of_South_Africa_taken_with_cellphone_cameraDali seguimos para Pretória, avistando ao longe o famoso estádio de futebol “Soccer City ” e também algumas favelas (townships). Passamos em frente ao soberbo prédio da Universidade da África do Sul (UNISA). A cidade de Pretória é cheia de jacarandás! Estavam carregados de flores, uma maravilha! Não havia movimento nas ruas, exceto alguns turistas fotografando. Vimos belos casarões onde vivem os embaixadores de vários países do mundo, muitas estátuas e, naturalmente, a mansão onde vive o Presidente da República.Jacarandas-in-Pretoria-001

Seguimos em frente e o motorista nos levou para conhecer um monumento enorme – Monumento aos Voortrekkers – construído em homenagem aos pioneiros europeus e seus descendentes, que vieram para a região depois de abandonarem a Cidade do Cabo. Achei muito imponente a construção, porém irritei-me um pouco com a total anulação do povo negro que tradicionalmente habitava aquele lugar, as tribos Ndebele e Zulu. É que, quem conta a história geralmente são os vencedores. Paciência.

No dia seguinte, uma segunda-feira, amanheceu chovendo novamente. Minha filha teve um problema num dos calcanhares e necessitava de atenção médica. Na pousada todos nos ajudaram a encontrar essa assistência. Fomos até uma clínica médica da cidade e ali ela foi muito bem atendida. Não custou caro. Compramos os medicamentos prescritos pela médica e ela teve de descansar por 24 horas. Almoçamos na tal 7th street e  por ali ficamos.

Na África do Sul há ótimos restaurantes que oferecem pratos internacionais. A comida sul-africana comum, todavia, na área urbana não é sofisticada. Pareceu-me baseada em carne (boi, frango, peixe, avestruz), salada, ovos, batatas e purês variados. O arroz, vez ou outra, se encontra. Feijão não vi. Achei saboroso o purê de abóbora acompanhado de creme de espinafre que eles costumam comer. Não arriscamos sair desse cardápio, para evitar os desagradáveis desarranjos intestinais de viajantes.  Quanto aos famosos vinhos sul-africanos, sinto muito dizer-lhe caro (a) leitor (a), que não os tomei. Evito beber vinho pois, ao contrário do que recomenda o senso comum, essa bebida provoca-me palpitações cardíacas. Dessa forma, preferi beber a cerveja local que é muito boa, a Castle.

E aproveitamos a oportunidade para conversar com as pessoas. Estando na África do Sul, descobrimos que o povo dali sabe muito bem que perdemos a Copa do Mundo por 7 x 1 para a Alemanha – grrrr!! -, mas a maioria  não sabe onde fica o Brasil! Explicávamos que somos da América do Sul, praticamente vizinhos deles apenas divididos pelo Oceano Atlântico e que falamos português. Daí ficavam admirados e se lembravam de Portugal.

Na terça-feira, a chuva não dava trégua. Mesmo assim fomos conhecer o famoso bairro Soweto (South Westen Township). Contratamos um motorista particular que nos foi indicado e que nos levou, junto com um casal de turistas estadunidenses vindos da cidade de Dallas, até uma determinada região onde nos esperava uma senhora, Sra. Andy. Ela conhece Soweto como a palma de sua mão e trabalha como guia. Com ela entramos no transporte público local – uma van lotada – e descemos perto da casa onde há décadas viveu Mandela e sua família, no famoso endereço: 8115 Orlando West Soweto. Hoje, ali é um museu denominado ” Mandela House“.

mandela houseA casa é muito simples mas transmite uma sensação de grandiosidade. Poucos móveis, objetos pessoais e muitas fotos. Senti-me muito bem por estar ali. Lembrei-me bastante de Winnie Mandela, a segunda esposa de Mandela e mãe de duas filhas do casal. Essa mulher sofreu demais, teve sua vida destruída pelo fato de ser ativista contra o apartheid e esposa de um “terrorista “. Parece que ela no meio de tanto sofrimento (banimento, prisão, tortura) e muita solidão, terminou por cometer graves deslizes e foi processada judicialmente. Ela ainda vive noutra casa, no mesmo distrito de Soweto. A filha mais velha deles, Zenani, hoje exerce o cargo de Embaixadora da África do Sul nas Repúblicas da Argentina e do Paraguai.

Saímos daquele local debaixo de chuva, encharcados, e tomamos mais uma van lotada. Fomos, então, conhecer o “Hector Pieterson Memorial Museum “. É um bonito museu, mas dentro dele você se entristece. Há registros do “Levante de hectorpieterson (1)Soweto“, referente à luta da população pobre de Soweto, contra o apartheid, a pobreza, o desemprego, a desigualdade social. Vivendo nessas condições, numa verdadeira “panela de pressão” , no ano de 1976 os estudantes secundaristas foram avisados pelas autoridades governamentais, de que as aulas seriam, obrigatoriamente, ministradas na língua africâner e não mais na língua bantu como de costume.

Os estudantes e seus professores reagiram contrariamente e partiram para greves. No mês de maio de 1976 a situação já estava bem tensa entre a polícia e os estudantes. As conversações não progrediam. Até que no dia 16 de junho, os estudantes saíram em marcha confrontando a polícia local, que abriu fogo sem dó nem piedade. O primeiro jovem a morrer tinha 13 anos e chamava-se Hector Pieterson. Morreram ali, aproximadamente, 600 pessoas.

Soweto-bungee-1024x6821Depois dessa visita, desistimos de continuar passeando por ali por causa da chuva e retornamos de transporte público para o mesmo local onde o motorista particular nos aguardava. O distrito de Soweto já melhorou muito e agora há moradias de classe média no local, embora continue existindo partes totalmente empobrecidas. Visitamos as duas antigas torres de energia da região, que hoje estão desativadas. Ambas foram grafitadas e transformaram-se num ponto turístico e local de lazer.

No último dia nessa cidade, decidimos ir às compras e conhecer os belos Shoppings em Rosebank e Sandton, localizados na parte nobre da cidade. Visitamos a Nelson Mandela Square onde está a gigantesca estátua do líder sul-africano, rodeada de ótimos restaurantes internacionais e muitos turistas tirando fotos. Fomos também conhecer o maravilhoso mercado de artesanato africano, o “African Craft Market “. Já na quinta-feira, dia 13, às 15h, tomamos um trem ” Premier Classe” em direção à Cidade do Cabo, distante dali 1.400 km. São 25 (vinte e cinco) horas de viagem.Mandela Square

Este post já está muito longo. Prosseguirei contando nossa aventura pela África do Sul num outro dia. Enquanto isso, recomendo a você ouvir a música de um tradicional e exitoso coro masculino no estilo Zulu, grupo musical denominado “Ladysmith Black Mambazo” , clicando no link abaixo:

 

 

Inês do Amaral Buschel, em 16 de dezembro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

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